Este é um espaço destinado à reflexões acerca da memória, do tempo e de histórias.. Histórias de vida, histórias inventadas, histórias... Um espaço onde a imaginação possa fluir, viajar. Um espaço também para escrever sobre minhas reflexões referentes aos meus estudos sobre arqueologia e antropologia... Antes de mais nada, uma espécie de Diário daquilo que me impulsiona, um lugar para organizar (ou tentar) meus pensamentos.. antes que eles voem por aí.
Eu queria fazer um poema pra minha pequena. Poema que brinca de roda. Poema que fala em canção, que brota da rosa. Poema que brota da rosa do vestido dela. Que no movimento do rodopio dela me inspira e faz prosa. Eu queria fazer um poema pra minha pequena. Minha princesa, minha doce menina. Marina, pequena, princesa. Me encanta em seu rodopio, doce, serena, criança. Que brinca de ser o que é. Que é o que brinca de ser. E eu queria fazer um poema pra ela. Mas o poema não queria ser feito. O poema já era, já estava e já se mostrava. O poema era ela! Marina, pequena, princesa!
Bem vindo seja este Outono, trazendo consigo novos ciclos, novas oportunidades e possibilidades. Para tal, que Astor Piazzolla abra esta estação que vem para o aconchego, para aquecer o friozinho que tarda em chegar. À apreciação das folhas secas e amarelas, do ventinho que insistirá em soprar e das árvores que bailam mostrando seus braços galhos secos. Que saibamos apreciar a sinfonia desta estação!
Hoje a lua quis brincar de esconder. Saí para ver o mundo, mas a lua não estava lá. Valeu a pena de qualquer jeito. Vi luzes de todas as cores, bolinhas amarelas que brilhavam, outras vermelhas que formavam curvas, linhas em movimento. Vi crianças correndo e, entre folhas e flores, pai e filho andando de bicicleta. Vi velhinhos caminhando e cães passeando com seus donos. Fluxos em múltiplos passos. Ouvi a alegria por entre as risadas, pessoas curtindo uma noite estrelada , mesmo sem que houvessem estrelas no céu. Senti o outono chegando, mesmo com a temperatura elevada. Andei sorrindo e sentindo paz. Mesmo assim, insisti em procurar a lua... que não aparecia. Duas estrelinhas piscaram pra mim e uma delas me falou sobre uma nuvem passageira. Foi então que percebi a presença da lua. Ela brincava de esconde-esconde e me dizia que eu deveria sentir e não buscar enxergá-la apenas. Ela estava lá, mirando-me, sem que eu pudesse avistá-la. Ensinando-me que mesmo longe, mesmo que eu não pudesse vê-la, ela jamais deixaria de sorrir para mim.
Já faz tempo que não paro para viajar em mim. Mergulhar dentro de mim mesma, extraindo o que houver de belo, de paz. Agora, estudando e escutando "Adios Nonino" de Astor Piazzolla, senti uma necessidade/desejo/vontade de escrever. A música se encerra e eis que insisto em pô-la outra vez. Aqui, escrever, sentir e sonhar são sinônimos. Escrever o sentimento que brota do sonho desperto pela música. Um instrumental que fala, tocando a alma. Como o entardecer de domingo, que não precisa de letra para ser entendido. Eu falo entrelinhas, sinto a harmonia e me entrego às canções. Canções que calam, que no silêncio vibram, fazendo-se sentir. Invento significados e crio meus mundos. Hoje li um texto da Martha Medeiros, no qual ela falava algo como "Sempre me senti diferente das outras pessoas.. Acho que sinto diferente". Eu também acho que sinto diferente. As palavras não conseguem exprimir esse diferente, esse sentir singular. Mas a música sim. A música chega aos sentidos e fala sem que precise ser anunciada ou explicada. A gente sente e pronto. "Adios Nonino" me provocou, me causou saudade. Me fez sentir a presença do meu pai, que tanto ouvia Piazzolla. Me fez estabelecer conexões, entre outros sons, outros tons, outros sentires.. outros viveres. Em um entardecer de domingo, músicas me tocaram a alma, me causaram saudade, me fizeram voltar a escrever.
*Versão de Adios Nonino que inspirou/provocou "Por um instrumental que fala":
É o fim do ano de 2011... e qual o significado deste fim? Ou o que representa o novo ano que chega? Lembro que, ao completar um ano da partida de meu pai, fiz uma reflexão acerca do tempo... das datas e das convenções que giram em torno do calendário Gregoriano. "Então é Natal e o Ano Novo também!" fazem parte deste universo. O mês de dezembro finda e as pessoas listam metas para o ano seguinte. Não alcançam a maioria, mas iniciam o semestre cheias de gás e esperanças de mudanças! Esse gás se esvai aos poucos e as pessoas ficam sem ânimo, torcendo para que logo chegue o novo ano. Bom, tudo bem, é um ciclo que se encerra, dando início a novas oportunidades e recomeços. Mas estas datas ficam envoltas de uma magia um tanto falsa de almas caridosas e solidárias... que logo se quebram com o novo ano que se inicia. Precisamos parar de apenas pedir e FAZER mais, o ano todo. Esta reflexão foi suscitada através da observação do comportamento alheio neste período, mas foi potencializada com um texto que a minha amiga Tié Lenzi compartilhou na sua página do Facebook, hoje pela manhã. Tié, me dei a liberdade de encerrar as atividades do meu blog em 2011 com o texto que compartilhastes conosco.. ok?! __________________________________________________________________________________
O que me mais incomoda é o excessivo contraste entre o Natal e o resto do ano. Note: a cidade enche-se de enfeites e luminosos que piscam, como que desejando tornar-se outra que não seja a urbe cinzenta de sempre. Mas por que cargas d`água pessoas deixam de fechar os vidros de seus carros aos pedintes, cumprimentam desafetos do serviço, contribuem com instituições de caridade, trocam abraços e presentes apenas agora?
Costumo dizer que datas não passam de convenções, e que certos estavam os personagens de Lewis Carroll, que diariamente faziam festas para comemorar o Dia do Desaniversário. Afinal de contas, por que celebrar aniversários, que ocorrem apenas uma vez por ano, e ignorar os demais 364 dias?
A mensagem de fim de ano que deixo, pois, é esta: todo dia é ocasião para acreditar no amor a despeito da aleatoriedade do universo, reafirmar esperanças (inclusive as que mofam amarfanhadas no armário do olvido), evocar sementes e estrelas como símbolos de potencial e concretização, abraçar demoradamente cada pessoa querida no mínimo 42 vezes por mês, adiar sua lápide e, principalmente, tratar de ser feliz.
Então encerro estes devaneios soltos, desejando que sejamos mais vibrantes, mais amantes, mais felizes e iluminados... Que tenhamos alma de criança, diante da magia existente em uma bolha de sabão... Que tenhamos mais paz e poesia neste novo ciclo de oportunidades... E que saibamos aproveitá-las, a cada dia do ano!
No último domingo curti um lindo dia de sol, de um colorido único e de uma alegria ímpar. Na beira da praia de São Lourenço, molhando os pés na lagoa que refletia um azul-céu vibrante, tornei-me voyeur do tempo. Admirei a alegria que pulsava nos sorrisos das faces que por mim passavam. Alegria esta, tão pulsante e presente nos passos desses transeuntes, em meio a tantos passos leves em descansos e enérgicos em correntes! Capturei mundos. Acordei a criança que habita em mim. Fiz das cores vibrantes uma escala de cinzas, que do preto ao branco contornavam os sons. O som do balanço enferrujado pelo tempo. Ao fundo, risadas infantis, conversas entre brincadeiras. E neste momento, entendo Fernando Pessoa quando diz: "Agora ouço o vento passar. E só de ouvir o vento passar, vale a pena ter nascido." Ouvi o vento, senti a água e os pés na areia. Vi olhos brilhando de alegria. Vi crianças em seus belos mundos. Me vi criança em todos os meus reflexos. Me senti livre e fui poeta. Fiz canção na minha alma e senti... senti que por perceber tanto e assim, valeu a pena ter nascido.
Em 7 de outubro de 2011, assisti as duas últimas conferências do 5º SIMP (Seminário Internacional de Memória e Patrimônio - Memória e esquecimento). No fundo da sala, minhas percepções começaram a interagir com o ambiente e compartilho aqui meus devaneios (palavras que tentam traduzir minhas efêmeras percepções) em meio a palestra de Jorge Quillfeldt - A natureza flexível da memória animal: esquecer é o menor de seus problemas...
Em um emaranhado de conexões estabeleço processos, me desenvolvo em meio a muitos retrocessos. Representações, mentalizações, percepções. Na teia de significações onde me encontro, me vejo do lado de fora, invisível, atribuindo novos significados aos elementos conectores dessa teia. Revelo, desvelo. Me desmantelo. Prolixa, como uma de minhas características. Escrevo, transponho. Não em tábula rasa, mas em um processo que visa o desenvolvimento das percepções e apreensões. Captando mundos. Retratando fatos. Conexões entre artefatos.
*escritos em uma aula sobre a interpretação das culturas - geertz.
Há dois anos atrás, neste data, tivemos de despedir-nos. Uma despedida forçada, sem tempo para abraços e afagos. Ficou o amor e a alegria de tudo que vivi ao teu lado. Ficou a referência e a força da sabedoria. Ficou o conselho não dito, ficou tudo o que foi e será sentido. Ficou impresso na alma. Virou tatuagem na pele. Ficou a luz e o canto gravado. Ficou na memória. Impresso no coração. Ficou toda a admiração. Ficaram as confidências e o conforto. Ficou o vazio sem a tua presença. Ficou a dor que virou saudade...
Mila, onde quer que estejas, obrigada por significar tanto para mim e por ter feito parte da minha vida, de um jeito muito especial! Te amo e te levarei sempre comigo, por onde quer que eu ande... Um abraço e um afago carinhoso na tua alma e no teu coração!!
O que a gente faz quando sente vontade de escrever em lugares inadequados? Escreve? Escreve para que as palavras não voem e se espalhem por aí. Percepções. Captar o mundo através de todos os sentidos. Agora ouço, vejo, sinto e falo através das palavras. Expresso o meu perceber, apreendo o meu entorno o transpondo no papel. Papel em nota de banco, tão útil a suportar meus pensamentos, longo devaneio em curto trajeto. Quase chego a meu destino e cá estou, observando um mundo através de molduras e um vidro que me separa. Aqui, onde me encontro agora, há um outro mundo, diferente daquele lá fora. O tempo é outro, as crianças riem, brincam e sorriem para mim. Lá fora vejo a miséria na diversidade, inferência a múltiplos mundos. O real intransponível. Logo, eis que surge a árvore do pessegueiro, indicando que esse é o caminho. Avisa que há permissão para a utopia, uma utopia que pode ser concretizada. A árvore do pessegueiro é a cor que vibra em meio a desesperança, por entre sujos tons de gri(to)s. Aí eu acredito. E escrevo porque vejo que vale a pena voltar nossos olhos com nova atenção para o que vemos. Escrevo para tentar transcrever o mundo que vejo. Um mundo que, dentro de mim, refelete cores, amores... puro encanto e poesia - questão de significado.
*devaneios que invadiram meus pensamentos em um trajeto de ônibus - Cassino/Centro, via Cidade Nova.
Minha formação filosófica impõe-me o uso preciso das palavras porque as palavras devem revelar o ser. E é assim, usando de forma precisa as palavras, comunico aos meus leitores que ontem, dia 15 de setembro, eu desfiz 75 anos... Haverá leitores que se apressarão a corrigir meu uso estranho, nunca visto, da palavra "desfazer", atribuindo-o, quem sabe, a um início do mal de Alzheimer. Todo mundo sabe que, para se anunciar um aniversário, o certo é dizer "fiz" tantos anos. No meu caso, "fiz" 75 anos... Mas o verbo "fazer" sugere algo que aumenta, um crescimento do ser, o artista e o artesão "fazem"... Mas, que ser aumenta com a passagem do tempo, esse monstro que devora os seus filhos? O que aumenta é o vazio. Esses anos que o aniversariante distraído anuncia como anos que ele fez são, precisamente, os anos que ele desfez, o tempo que já passou, que deixou de ser, os anos que o tempo devorou. Por isso acho um equívoco filosófico perguntar a alguém: "Quantos anos você tem?". O certo seria perguntar "quantos anos você não tem?". E ela responderia "não tenho 42 anos", "não tenho 28 anos". Porque esse número de anos indica precisamente os anos que ela não tem mais. Nos aniversários, então, a maneira correta de se dirigir ao aniversariante é perguntando-lhe "quantos anos você está desfazendo hoje?". Com base nessas reflexões filosóficas acho extremamente estranho e mesmo de mau gosto esse costume de o aniversariante soprar as velinhas acessas para que elas se reduzam a um pavio negro retorcido. Aí, nesse momento, todos gritam e riem de alegria e cantam o "Parabéns pra você", em louvor a essa "data querida..." Bachelard, no seu delicadíssimo livro "A Chama de uma Vela", que nunca será best-seller, nos lembra que uma vela que queima é uma metáfora da existência humana. Há alguma coisa de trágico na vela que queima: para iluminar, ela tem que morrer um pouco. Por isso ela chora, e suas lágrimas escorrem sobre o seu corpo sob a forma de estrias de cera. Uma vela que se apaga é uma vela que morre. Algumas velas se consomem todas, morrem de pé, têm de morrer porque a cera já se chorou toda. Outras morrem antes da hora - elas não queriam morrer -, mas veio o vento e a chama se foi. As velinhas acesas fincadas no bolo não querem morrer. Elas vão ser assassinadas por um sopro. O sopro que apaga as velas é o sopro que apaga a vida... Por isso não entendo os risos, as palmas e a alegria que se segue ao sopro que apaga as velas. Uma vela que se apaga é um sol que se põe, disse Bachelard. E todo pôr-do-sol é triste... Uma vela que se apaga anuncia um crepúsculo. Por isso eu prefiro um ritual diferente, ritual que é uma invocação. Eu acendo uma vela pedindo aos deuses que me dêem muitos anos a mais de vida, esses anos que se seguirão, que são o único tempo que realmente possuo... Assim fiz, acendi uma vela, meus amigos à minha volta. Que coisa boa é ter amigos, especialmente quando o crepúsculo e a noite se anunciam! Acho que a vida humana não se mede nem por batidas cardíacas nem por ondas cerebrais. Somos humanos, permanecemos humanos enquanto estiver acesa em nós a esperança da alegria. Desfeita a esperança da alegria, a vela se apaga e a vida perde o sentido.
Publico aqui, hoje, esta reflexão de Rubem Alves, porque ontem, dia 24 de agosto de 2011, eu desfiz 24 anos. Compartilho desta percepção do autor em relação ao 'aniversário', mas para mim, é com grande alegria que anuncio os 24 anos que perdi.. que o tempo levou de mim. Isto porque, nestes 24 anos que se passaram, muito eu ganhei, muito eu aprendi. Foram 24 anos muito bem vividos, com inúmeras perdas, assim como o tempo que leva vorazmente as coisas da gente... mas todas as perdas me trouxeram coisas lindas. Basta saber enchergar estas coisas. E basta querer enchergar estas coisas. Por isso, ouso-me a acrescentar elementos à reflexão de Rubem Alves.. De fato, são anos que perdemos.. mas então, que olhemos para trás na busca de elementos que nos consituem o que somos no tempo presente, e que assim, vivamos nossos próximos anos buscando a felicidade e a poesia interna. Que sejamos artistas para desenhar nossas vidas com os tons mais belos e os cânticos mais sábios. Vivamos o aqui e o agora! E valorizemos todos os anos que ganhamos na perda que o tempo nos causa! E acima de tudo, sejamos felizes, sejamos intensos para que possamos aprender com todas as experiências - entre ganhos e perdas. A perda, a ausência, a saudade, o vazio.. ao contrário do que muitos pensam, são fundamentais para o nosso eterno aprendizado. Voltemos nossos olhares para isto também, buscando aqueles elementos que estão ali para que os transformemos em arte. Vida é arte. Tempo é vida! E para finalizar, compartilho uma música que fala de tempo, vida.. composição de Jorge Drexler, interpretada por Paulinho Moska. [agradeço pelo presente de poder escutá-la, em inúmeras versões singulares, no meu aniversário!]
Árvores secas que por mim passam
Cinza tom em um cenário de cor
Gris
Árvores bailam movendo seus braços
Gritando por pausas e passos
Silenciosas cantam
E compõe um cenário
Multi-facetado
Multi-lugares, multi-tons
Multiplicadas
Estendem seus braços em emaranhados
Cruzados entre-laçados
Logo meus passos encerram o ato
Pois avançam o cenário transpondo o bailado
E onde estavam eles que não eram vistos por ninguém? Eles estavam dentro do piano, onde o som reverberava dentro deles que, juntos, formavam um pelo abraço e pela leveza de seus corpos - que flutuavam em harmonia. Naquele lugar, eles eram livres sem que ninguém os visse. Eram invisíveis. Eram únicos dentro daquele imenso piano. Tinham, assim, o mundo dentro de si, um dentro do outro. A música era eterna e a dança interminável. Podiam ficar ali pelo resto de suas vidas. Um momento que se fez eterno. Mas logo, cessa o som, as luzes se apagam e eles desaparecem diante do efêmero. Dizem que, depois desse dia, nunca mais foram os mesmos.
*What a difference a day made and the difference is you...
(What a difference a day made - Maria Grever/Stanley Adams)
*Criações/inspirações suscitadas a partir de tal música ;)
"Pense, meu caro, no mundo que o senhor leva dentro de si, então dê a esse pensamento o nome que quiser; pode ser lembrança da própria infância ou anseio do próprio futuro - apenas preste atenção no que surge a partir de dentro e eleve-o acima de tudo o que o senhor percebe em torno. Se um acontecimento mais íntimo é digno de todo o seu amor, é nesse acontecimento que o senhor deve trabalhar de algum modo, sem perder muito tempo nem muito esforço para esclarecer sua posição em relação aos outros homens."
"Le fabuleux destin d'Amélie Poulain", "Uma vida iluminada" e "Coisas insignificantes".
Quem sou eu
Roberta Cadaval
Sou alguém que precisa voar e dar asas a imaginação... sempre! Às vezes preciso colocar os pés no chão e fixar-me em alguns mundos, algumas realidades. Meu mundo é composto de diferentes dimensões e estou sempre em busca da minha verdadeira essência e daquilo que é essencial.
Minha trajetória acadêmica consiste em diferentes vôos e pousos: graduada em Artes Visuais - Licenciatura pela FURG e mestre em Antropologia pela UFPel. A fotografia, a poesia, a música, a natureza e a espiritualidade são as palavras que definem aquilo que me transborda, virando tema para as postagens que compõe este espaço. Boa viagem!